quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Um dia depois.




Recordando a humilhante declaração.

Para Tânia

É quarta-feira e saio à rua,
de manhã ainda cedo.
Levo comigo um coração partido
vazio de sangue e cheio de medo.

Era terça-feira quando saí
levando o coração na mão.
Fui para a estação. Esperar por ti
ouvir algo que não era nem sim nem não.

A minha alma desprovida de cor
enterrada em buraco profundo.
O meu corpo encerra a dor
de ser o rapaz mais infeliz do mundo!

É a quarta-feira dos vencidos
e eu não sou mais que invisível,
vagueando por caminhos perdidos
culpando-me do que era previsível.

Pensei em tudo e tudo perdi.
De um gesto apressado eu
declarei o que sentia por ti,
perdendo o que nunca foi meu.

Há noite escura no meu coração sem alma.
Terra queimada. Floresta doente.
E no ramo mais alto espera com calma
um Esquilo que não desiste facilmente...

1 comentários:

Sofia Paiva disse...

Gosto muito deste poema. Está bem formulado. E mais uma vez, salienta.se o sentimento que nutres por esta rapariga. Ela deve ser muito especial.

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