quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O que faço?

Texto escrito na Praia da Memória
em 20 de Setembro de 2009
"Escritos sobre coisa nenhuma."



Viver é bom. Uma parte do tempo. Mas era tudo muito mais simples se eu não existisse.
Quando escrevo dou muitos erros ortográficos mas não os dou na vida real. Não nesta quantidade. Mas se calhar era mais feliz se desse. Se calhar era.

Odeio o mundo. Não o planeta mas sim as pessoas. Os seres humanos são horríveis, nojentos, hipócritas. O macaco "proconsul" tornou-se uma criatura aparentemente mais evoluida mas isso toca apenas alguns da espécie. Os comportamentos animais continuam a existir mas disfarçados.

Fala-se tanto do egoismo. O egoismo do homem branco, dos ocidentais. O egoismo Americano. Pois para mim o egoismo é necessário. As pessoas andam à procura delas próprias, é normal que seja egoistas. É mau eu querer algo a mais para mim? Claro que não. Só um Karl Marx para julgar isso. Acho que devia-se falar mais da indiferença. Essa sim, é a grande causadora de problemas.

Estou à procura de mim mesmo e estou cansado de procurar. As pessoas não são coisas, também se cansam psicologicamente. E eu estou cansado de esperar que a felicidade me bata à porta. Tenho algumas certezas quanto ao futuro. - Chamo certezas a acontecimentos que julgo serem muito prováveis de ocorrer. - Sei que serei bem sucedido profissionalmente. Tenho todas as qualidades necessárias e provenho do meio social certo para ter ambição suficiente de ascensão social. Sei que serei alguém no mundo. Mas não sei se isso me fará feliz.

Estou a perder a melhor parte da minha vida com incertezas. Acho que está na altura de dar a volta. Tenho de fazer as coisas acontecer por mim. As pessoas não querem saber do que sentes, do que pensas, de nada disso. Só querem, ao contactar contigo, conseguir algo e troca. Sejam conhecimentos, conforto psicológico ou emocional. Como dizia não sei quem, de boas intenções está o inferno cheio.
Eu sou egoísta. Daqui a dois anos quero ver a minha vida diferente. E isso depende unicamente de mim.

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